Setor da construção civil tem a melhor fase em 25 anos

0

Paulo Simão, do CBIC: papel do governo é induzir a iniciativa privada

Valor Econômico

O setor de construção civil brasileiro vive momento especial, exibindo números que deixam claro sua importância fundamental para a economia do país. De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2009, a cadeia produtiva da construção – incluindo materiais de construção, serviços, máquinas e equipamentos, entre outros – somou, em números absolutos, um valor agregado de R$224 bilhões, ou 8,3% do PIB brasileiro. E o volume de empregados com e sem carteira – ultrapassou dez milhões, mais de 10% dos postos de trabalho no país. E a primeira vez que isso acontece nos últimos 25 anos.

Para 2010, a estimativa de crescimento do PIB da construção é de 10%. Há pelo menos duas décadas que os índices de crescimento não são tão positivos, Este ciclo virtuoso começou em 2005, puxado por investimentos em obras de infraestrutura e em unidades habitacionais. No último trimestre de 2008 veio o susto: a interrupção dos bons ventos, devido à crise econômica mundial. Mas a recuperação começou em maio do ano passado, ajudada pelas medidas anticíclicas do governo, e praticamente já alcança os níveis pré-crise. O investimento bruto em construção no ano passado, foi de R$ 244 bilhões, o que equivale a 9,2% do PIB, segundo o trabalho da FGV.

A boa fase é resultado de um conjunto de fatores: aumento do crédito, incluindo o apoio dos bancos públicos ao setor produtivo no momento mais agudo da crise, queda das taxas de juro, obras públicas -aí consideradas as de infraestrutura dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)-, habitação, com o programa Minha Casa, Minha Vida, e a redução de impostos. Só o PAC 2, lançado em março de 2010, envolve investimentos de R$1,59 trilhão em obras, entre 2011 e 2014 e ainda pós-20l4. Até 2014, a perspectiva é de que sejam usados cerca de R$959 bilhões.

O programa Minha Casa, Minha Vida, que oferece incentivos fiscais para as construtoras e incorporadoras atuarem no segmento de imóveis para renda de até dez salários mínimos, foi contemplado com R$ 278,2 bilhões. As perspectivas do setor são imensas, levando-se em conta ainda a proximidade da realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas no Rio de janeiro em 2016. Serão necessários, nos próximos oito anos, investimentos de cerca de R$ 59,5 bilhões em infraestrutura e serviços por conta desses eventos, de acordo com a FGV.

É uma montanha de dinheiro que irá para a construção e reforma de estádios e aeroportos, melhoria do transporte e do acesso aos estádios nas cidades-sede, expansão da rede de hotéis e capacitação de pessoal e segurança pública. Muitas dessas obras estão listadas no PAC. Para além da infraestrutura, há à demanda habitacional, comum enorme déficit a ser sanado – cerca de 5,6 milhões de moradias, 80% delas voltadas para famílias com renda até três salários mínimos, segundo dados de 2003 da FGV. E o Brasil ainda tem uma participação pífia do crédito imobiliário no PIB em torno de 4%. Portanto, muito espaço para evoluir.

No entanto, há arestas a serem aparadas para que o setor mantenha um crescimento sustentável.”O PAC, por mais que se tenha uma crítica aqui e outra ali, tem tido forte efeito no setor e organizou áreas de projetos. Houve avanços, mas ainda estamos longe do que precisamos. O papel do governo é induzir a iniciativa privada”, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão.

De acordo com ele, 35% do setor da construção está representado por obras pesadas, de infraestrutura. Outros 40% estão no mercado imobiliário e o restante, em construções industriais. Simão destaca que o setor público não tem condições – nem financeiras nem gerenciais – de enfrentar, sozinho, as carências de infraestrutura no país. Mas as tentativas de articular Parcerias Público-Privadas (PPPs) não deslancharam como se esperava.”O TCU não permitiu o avanço dessas parcerias. Temos de encontrar outro modelo para unir o setor público ao privado”, avalia Simão.

Pelo volume elevado dos investimentos públicos em curso, pode-se ter a impressão de que só eles mantêm as construtoras especializadas em obras pesadas ocupadas. Não é bem assim. O setor privado especialmente áreas como mineração e energia -, estimulado pelo crescimento da economia, tem investido em unidades industriais e em sistemas logísticos, garantindo grande parcela das carteiras de projetos.

A Odebrecht infraestrutura é um exemplo. Contratos com empresas privadas, como a CSN e a Vale, pesam mais. Obras para o setor público são 15% da carteira, mas devem subir para 21% até 2013. “Entre 2011 e 2013, queremos aumentar nosso faturamento de R$4 bilhões para R$7 bilhões”, comenta o presidente da empresa, Benedicto Júnior. Este salto deverá ser dado buscando oportunidades em obras de aeroportos, metrôs, túneis, entre outras relacionadas à mobilidade urbana. A empresa já toca obras do gênero, como a linha 4 do metrô do Rio e a TransOeste, uma via expressa carioca, importante para as Olimpíadas.

Também vai fazer obras de quatro estádios para a Copa, dois deles em parceria – Maracanã, com a Andrade Gutierrez e a Delta e a Fonte Nova, na Bahia, com a OAS. Os out ros são o do Corinthians e o de Recife.”Obras para a Copa e as Olimpíadas têm um peso grande entre nossos projetos”, observa Júnior. Na parte privada, a idéia é ampliar os negócios com atuais clientes – para a CSN, a Odebrecht Infraestrutura faz a ferrovia Transnordestina e para a Vale, a duplicação de Carajás e o novo píer de São Luís, no Maranhão.

Júnior defende linhas de financiamento em longo prazo para seus parceiros privados. “Só o BNDES não é suficiente. O governo precisa criar condições para que os bancos possam ofertar esse crédito”, destaca. Outro que vislumbra um aumento da presença do setor privado nos investimentos em grandes obras é o presidente da Construtora Andrade Gutierrez, Rogério Nora. “A participação do setor privado, que ocupa uns 30% desses investimentos, tende a crescer, principalmente na área de energia”, analisa.

Nora acredita que o sistema de parcerias público-privadas, ainda pouco explorado, tem grande potencial em setores como saneamento ou serviços de água.”Faltou um melhor entendimento do processo. Mas há uma tendência a consolidação dessas parcerias, a partir da identificação dos projetos factíveis.” O faturamento da Andrade Gutierrez deve subir cerca de 20% neste ano. A empresa toca, entre outros projetos, a Ferrovia Norte-Sul e a urbanização do Complexo de Manguinhos, comunidade carente do Rio, para o PAC.

A divisão de engenharia e construção da Camargo Corrêa também aposta alto no futuro. Fechou 2009 com uma receita bruta de R$6 bilhões. Agora, prevê dobrá-la em cinco anos. “Atualmente, 85% de nossacarteira são clientes privados e 15% públicos. Cerca de 20% da receita total da empresa tem origem no exterior”, comenta o presidente da divisão de engenharia e construção da Camargo Corrêa, Antonio Miguel Marques. Entre os projetos para o setor público estão a Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, e a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Um documento preparado pela União Nacional da Construção fórum que reúne dezenas de entidades setoriais de toda a cadeia produtiva com o objetivo de formular propostas de políticas públicas para o país listou os desafios setoriais e foi entregue aos principais candidatos a presidência. Entre os itens destacados estão a área de saneamento, cujos investimentos precisam quase triplicar a partir de 2011, a busca por novos recursos para a habitação e melhorias de competitividade e produtividade do setor, que reclamado modelo tributário oneroso e complexo.

“Vamos precisar pensar em novas formas de financiamento, pois as atuais, com FGTS e poupança, não serão suficientes para atender ao ritmo de crescimento, no futuro”, avalia Simão, da CBIC.”Os percentuais de crédito imobiliário no Brasil ainda são baixos em comparação ao PIB, estão em torno de 4% a 5%. No México, essa participação é de cerca de 13%, para uma população bem menor que a brasileira”, observa o executivo.

Segundo a coordenadora de projetos da FGV e especialista no setor de construção civil, Ana Maria Castelo, em 2010, cerca de R$80 bilhões devem ser aportados para o financiamento de imóveis em todo o Brasil. As fontes desses recursos são a poupança, o FGTS e outras que garantem o Programa Minha Casa, Minha Vida. É uma quantidade de dinheiro suficiente para a contratação de aproximadamente um milhão de financiamentos habitacionais.

Para dar uma idéia de com a expansão no setor está acelerada, basta lembrar que em 2005 esses números eram bem mais magros foram R$ 10 bilhões, das mesmas fontes, para o financiamento de 400 mil unidades habitacionais em todo o país. Ana Maria se preocupa com alguns entraves ao ritmo atual de crescimento do setor. Um deles é a falta de mão de obra qualificada, considerada por ela mais importante agora do que a questão dos recursos.”E um problema de curto prazo e, para sustentar a expansão na velocidade em que estamos, vai ser difícil. Pode-se aumentar a produtividade com mais industrialização.”

Ela não vê problemas com o FGTS, mas sim com a poupança. “A taxa de contratação dos financiamentos se dá em velocidade maior que a captação de depósitos”, observa. Por isso, ela defende o fortalecimento de outros mecanismos de financiamento, como os Certificados de Recebíveis imobiliários (CRIs), ainda muito tímidos no Brasil. “A medida que consolidamos uma estabilidade e uma perspectiva de crescimento a longo prazo, novos investidores virão.” Ana Maria cita também a importância de atrair recursos para a infraestrutura, sobretudo estrangeiros, para áreas como saneamento um setor atendido hoje basicamente pelo setor público, incluindo o BNDES. Mas falta, lembra, um marco regulatório bem definido.

De qualquer forma, o setor da construção é tão promissor que os estrangeiros já chegaram, apostando em alguns nichos. Eles entram via joint ventures com empresas locais, por meio de fundos de participação em investimentos ou na bolsa, comprando ações de construtoras brasileiras. Dados da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) mostram que, de janeiro a agosto de 2010, os investimentos estrangeiros diretos em atividades imobiliárias somavam US$726 milhões, acima dos US$ 593 milhões registrados em todo o ano passado.

Em serviços de arquitetura e engenharia, os valores também já superaram 2009: US$192 milhões até agosto, em relação a US$92 milhões no ano passado. Em obras de infraestrutura, os valores parciais de 2010 ainda estão abaixo de 2009: US$134 milhões, comparado a US$426 milhões. O mesmo ocorre na construção de edifícios: nos primeiros oito meses de 2010 os recursos chegam a US$542 milhões. Em 2009, foram de US$717 milhões.

“Há grande interesse pelo Brasil atualmente. Seria interessante atrairmos parceiros tanto para trazer recursos como know-how”, observa Simão, da CBIC. No ramo imobiliário isso e mais comum, mas nem tanto no segmento de construção pesada. “Tem muita empresa de médio porte querendo sócio estrangeiro para se capitalizar e ter acesso à tecnologia”, diz Simão. Uma das preocupações do setor é com a construção sustentável, que envolve inovação tecnológica e qualificação de mão de obra. A falta de pessoal, inclusive,já é um gargalo que exige soluções imediatas, como treinamento prestado pelas empresas.

Simão esteve na Inglaterra no começo de outubro, onde foi participar de um encontro com empresários locais, e destaca que o Brasil precisa absorver o conceito de legado sustentável dos jogos Olímpicos de Londres, em 2012.”Ao longo de 2011, vamos fazer uma série de workshops, envolvendo a sociedade, para debater esse assunto.” Com o setor da construção civil respondendo por cerca de 45% dos investimentos realizados no país, a tendência é engordar o debate em torno de seus desafios para manter o atual ritmo de expansão. Um deles, por exemplo, é estimular a indústria nacional de materiais de construção, pois o real valorizado tem levado a importações crescentes e a exportações não tão robustas assim, aumentando o déficit comercial do ramo. Em 2009, esse déficit foi de R$1,1 bilhão. Para 2010, a perspectiva é de exportações de R$2,8 bilhões e importações de RS5,1 bilhões. Resultado: um déficit maior, de RS2,3 bilhões.

“Temos de pensar no longo prazo e em um projeto de desenvolvimento. A zona de conforto atual não vai durar para sempre”, observa o diretor de economia do Sindicato da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), Eduardo Zaidan. Para ele, é preciso um esforço fiscal do governo e uma melhoria da gestão pública para que outras questões possam ser atacadas, como os juros,ainda elevados,e o câmbio, super valorizado,

e possa haver ainda uma desoneração e simplificação tributária da produção em “regra” e “não pontual e emergencial”, como foi feita com a redução do IPI sobre produtos do setor, que vale até dezembro.

Essa redução, por sinal, conforme destaca, teve efeito positivo como esforço anticíclico, e seu fim não deve afetar o ritmo dos negócios. Mas ele admite que possa ocorrer uma “inflação pontual”. Além dos tradicionais lançamentos para as classes de maior poder aquisitivo e para os novos integrantes do mercado os consumidores das classes emergentes, atendidos pelo Minha Casa, Minha Vida -, Zaidan lembra alguns nichos e oportunidades de negócios que vêm despertando o interesse de fundos e investidores, para públicos em expansão no país. Um deles são habitações para estudantes, no entorno de universidades. Outro seriam moradias voltadas para a terceira idade.

O bom momento do setor registrado desde 2005 – interrompido com crise de 2008, já superada – levou e tem levado várias empresas do ramo imobiliário a buscar capitalização via bolsa de valores, como Rossi, Cyrela Brazil Realty, Gafisa, entre outras. Emissão de debêntures também tem sido uma alternativa. “Muitos dos prédios que estão sendo entregues hoje foram viabilizados com os recursos dos IPOs feitos há alguns anos”, lembra Zaidan. E essa capitalização ajuda a tocar negócios em várias frentes, atendendo desde segmentos de luxo até moradias mais simples.

“O setor tem tudo o que precisa: renda real subindo, estabilidade, financiamento e consumidores”, avalia Luis Largman, diretor de relações com investidores da Cyrela, uma das maiores incorporadoras de imóveis residenciais da América Latina. Ele vê com pouca surpresa a euforia no setor. Lembra que está sendo recuperada, nestes últimos anos, uma capacidade de financiamento de imóveis já existente no início dos anos 80. E descarta o termo “boom” como definição do cenário atual “O Brasil tem cerca de 1,2 milhão de novos compradores de casa por ano. No ano passado, o mercado não chegou a entregar 450 mil unidades. Temos de crescer mais na oferta.”

A Cyrela, que já foi focada na classe média alta, vem apostando há quatro anos em faixas mais modestas e hoje conta com 40% dos lançamentos e vendas dirigidos para este segmento. No primeiro semestre de 2010, as vendas totais contratadas -incluindo parceiros chegaram a RS 2,6 bilhões, em relação a R$1,3 bilhão no mesmo período do ano passado. A chegada dos consumidores de menor poder aquisitivo à festa da casa própria batizou os produtos para esta camada da população de “segmento econômico”. E nele já se concentram entre 50% e 60% do volume total de lançamentos, neste ano, da Rossi Residencial. São imóveis de até R$200 mil, R$ 250 mil, dependendo da cidade.

“Atuamos de forma diversificada por renda e regiões do país. É uma estratégia para crescer. Em um mercado cíclico, um segmento compensa o outro”, diz o diretor comercial, Leonardo Diniz. Para ele, existem oportunidades em todas as camadas sociais, especialmente no interior de São Paulo e nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. “O mercado está engatinhando ainda, com uma população que estava fora das possibilidades de consumo e que agora está dentro”, defende o executivo.

Para dar conta da rapidez do crescimento e aumentar a velocidade das obras a custos competitivos, a Rossi tem ampliado a industrialização, mantendo quatro fábricas de pré-moldados. De 2009 para 2010, os lançamentos em valor geral de vendas, só da Rossi (sem parceiros), subiram de R$2 bilhões para cerca de R$3,3 bilhões. Para 2011, a previsão é de R$4,5 bilhões. Rossi e Cyrela não são as únicas a vislumbrar números crescentes e positivos. A Gafisa e a Odebrecht Realizações imobiliárias(OR) também têm razões para soltar foguetes. A primeira, que atua nos segmentos de classe média e média alta, no econômico (marca Tenda) e com produtos ao alcance do Minha Casa, Minha Vida, além de lotes em condomínio fechado (Alphaville), está vendo seu valor geral de vendas em lançamentos

saltar de R5 2.3 bilhões em2000 para algo entre R$4 bilhões e R5 5 bilhões em 2010.

“Temos possibilidades de crescimento no, três segmentos. Há uma demanda latente no mercado”. frisa o diretor de incorporações da Gatisa, Antonio Carlos Ferreira. Ele faz coro com a turma que afasta o risco de bolha. “As taxas de inadimplência são baixas e o processo de concessão de credito no setor é minucioso e criterioso.” Na Odebrecht Realizações imobiliárias (OR), as previsões são de um cenário favorável na próxima década. Segundo o presidente da empresa. Paul Altit, há uma demanda de longo prazo baseada em vários fatores, entre eles o déficit habitacional atual, o crescimento demogrático e a inclusão de novas camadas de consumidores no mercado.

A Odebrecht atua para 0, consumidores das classes de menor renda com a marca Bairro Novo, participando do Minha Casa, Minha Vida, e tem produtos para as classes media e media alta, alem do que se chama de segunda residência (casa de veraneio, por exemplo . Trabalha no segmento comercial, tanto no varejo como no ramo corporativo.e ainda faz shoppings de médio porte e residenciais com serviços. -Em 2010. o segmento econômico deve representar entre 20 e 10% do faturamento. No ano vem.sobe para algo entre 30% e 40″‘, diz Altit. que considera o programa Minha Casa. Minha Vida um dos mais importantes já realizados.

De 2008 para 2009, Odebrecht Realizações Imobiliarias dobrou seu faturamento. O mesmo vai acontecer em 2010. Já para 2011, a estimativa é crescer entre 50% e 60%. Um dos maiores desafios do setor, na opinião de Altit, além de capacitar profissionais, e enfrentar a alta dos custos dos principais insumos. Uma das saídas encontradas pela empresa foi aproveitar sinergias com a construtora Odebrecht, integrante do mesmo grupo, e importar materiais a preços convidatives. “lemos pequena quantidade de fornecedores no mercado interno, precisamos de mais produtividade”, diz o executivo. O Índice Nacional da Construção civil (INCC) acumula alta de 5,8% de janeiro a setembro de 2010. No mesmo período de 2009, esta taxa foi de 4,58%.

Compartilhe

Deixe um comentário

To use reCAPTCHA you must get an API key from https://www.google.com/recaptcha/admin/create