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 Crise Climática: a realidade dos extremos e os desafios para a sociedade

20/01/2026

     Os acontecimentos recentes confirmam aquilo que a ciência vem alertando há décadas: a crise climática deixou de ser uma projeção futura e passou a fazer parte do cotidiano da população brasileira. O ano de 2025 consolidou um cenário de eventos climáticos extremos em todo o país, com chuvas intensas e concentradas, alagamentos urbanos, frentes frias atípicas, ondas de calor prolongadas e períodos de seca severa.

     Em Goiás, esses efeitos tornaram-se visíveis com chuvas fortes em curto intervalo de tempo, causando inundações, bloqueios de vias, prejuízos à mobilidade urbana, riscos à população e danos à infraestrutura pública. Esses eventos evidenciam a fragilidade das cidades frente às mudanças climáticas e a urgência de políticas estruturantes de adaptação e prevenção.

     A intensificação desses fenômenos está diretamente relacionada ao aquecimento global e à degradação ambiental. Seus impactos atingem de forma desigual a sociedade, penalizando principalmente trabalhadores e comunidades mais vulneráveis, ampliando desigualdades sociais e territoriais.

     Diante desse cenário, é imprescindível que o poder público adote políticas de planejamento urbano, gestão de riscos, proteção ambiental e investimentos em infraestrutura resiliente, baseadas em dados científicos e na realidade local. Enfrentar a crise climática exige decisões estratégicas, coordenação institucional e valorização do conhecimento técnico.

    O SENGE-GO reafirma que não há enfrentamento consistente da crise climática sem engenharia valorizada e Estado fortalecido. É fundamental que os governos se apoiem no fator técnico, com secretarias e órgãos estratégicos geridos por profissionais especializados, especialmente engenheiras e engenheiros com formação e experiência compatíveis com a complexidade dos desafios atuais.

    Da mesma forma, é urgente o fortalecimento do serviço público por meio de concursos, ampliando o corpo técnico permanente do Estado, garantindo continuidade das políticas públicas, planejamento de longo prazo e capacidade real de resposta a eventos extremos. Cidades resilientes, obras seguras e políticas eficazes dependem de equipes técnicas qualificadas, concursadas e comprometidas com o interesse público — e a engenharia é pilar central desse processo.

 



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