O salário mínimo completa 90 anos no Brasil reafirmando seu papel como uma das mais importantes conquistas sociais da classe trabalhadora. Longe de ser uma concessão espontânea, sua criação e evolução estão diretamente ligadas à organização coletiva, às lutas sindicais e à pressão social por melhores condições de vida e trabalho.
A previsão do salário mínimo surge ainda na Constituição de 1934 e ganha forma concreta a partir da legislação dos anos 1930 e 1940, quando se estabelece o princípio de que todo trabalhador deve receber uma remuneração capaz de garantir suas necessidades básicas — alimentação, moradia, vestuário, higiene e transporte. Trata-se de um marco civilizatório que moldou as relações de trabalho no país.
Ao longo das décadas, o salário mínimo passou por períodos de valorização e de forte desvalorização, especialmente em contextos de crise econômica e alta inflação. No entanto, nas últimas décadas, sobretudo após o Plano Real, houve recuperação de seu poder de compra, com impactos positivos na redução das desigualdades e no fortalecimento do mercado interno.
Ainda assim, estudos do DIEESE demonstram que o valor atual segue distante do necessário para assegurar uma vida digna às famílias brasileiras. Esse dado revela uma realidade que permanece desafiadora: o trabalho segue sendo o motor da economia, mas a riqueza produzida ainda não é distribuída de forma justa.
Neste contexto, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás — SENGE-GO destaca que conquistas como o salário mínimo só foram possíveis graças à organização dos trabalhadores e trabalhadoras. Direitos não são dados — são conquistados e defendidos cotidianamente.
A engenharia brasileira, como parte fundamental do desenvolvimento nacional, saúda essa trajetória de luta e reafirma seu compromisso com a valorização do trabalho. Para a categoria, esse debate também dialoga diretamente com a defesa do Salário Mínimo Profissional (SMP), previsto em lei e essencial para garantir condições dignas, valorização técnica e qualidade nos serviços prestados à sociedade.
Valorizar o SMP é fortalecer a engenharia, assegurar responsabilidade técnica, proteger a sociedade e contribuir para um projeto de desenvolvimento mais justo e equilibrado.
Os 90 anos do salário mínimo nos lembram que nenhum avanço social acontece sem mobilização. E que o futuro das conquistas trabalhistas depende, mais uma vez, da capacidade de organização coletiva.
O SENGE-GO reforça: é pela luta que se garantem direitos — e é pela unidade que avançamos.
O salário mínimo completa 90 anos no Brasil como uma das maiores conquistas da luta da classe trabalhadora.
Não foi conquista fácil — nasceu da organização coletiva, da pressão social e da luta por dignidade. E segue atual: estudos do DIEESE mostram que ainda estamos longe de um valor que garanta vida digna para todos.
A engenharia brasileira saúda essa história de luta e reforça: a valorização do trabalho também passa pelo respeito ao Salário Mínimo Profissional (SMP), essencial para garantir dignidade, qualidade técnica e desenvolvimento para o país.
Em ano eleitoral, essa pauta precisa ganhar força!
Direitos se conquistam com luta.
Engenheiras e engenheiros, vamos juntos fortalecer essa mobilização!
