A aprovação do Projeto de Lei nº 626/2020 na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados representa um avanço importante na luta pela valorização da engenharia brasileira. A proposta, conhecida pela campanha “Engenheiro, sim. Analista, não”, foi idealizada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e busca combater uma prática cada vez mais comum no mercado: a contratação de engenheiros sob denominações genéricas, como “analista” ou “consultor”, mesmo quando exercem funções típicas da engenharia.
Essa prática tem sido utilizada por empresas e instituições para driblar o reconhecimento profissional e reduzir salários, muitas vezes desrespeitando o piso salarial da categoria e as atribuições técnicas definidas pelo Sistema CONFEA/CREA. O projeto estabelece que profissionais que exercem atividades de engenharia devem ser contratados com a denominação correspondente à sua formação, garantindo o reconhecimento das competências e responsabilidades inerentes à profissão.
Para o SENGE-GO, essa luta ultrapassa os limites corporativos. Valorizar engenheiras e engenheiros é fortalecer a capacidade do Brasil de planejar, inovar e executar projetos estratégicos nas áreas de infraestrutura, energia, indústria e tecnologia. Um país que precariza sua engenharia compromete sua capacidade de desenvolvimento e autonomia tecnológica.
Defender a engenharia é defender o futuro do Brasil.
Engenheiras e engenheiros valorizados significam um Brasil mais forte, soberano e desenvolvido.
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